Se surpreendeu até Darwin, o que dizer de mim, não é?

A melhor forma de conhecer Galápagos é a partir de um cruzeiro (normalmente são barcos com menos de 20 pessoas, com refeições e passeios incluídos no valor). Há muitas opções de itinerários, com número de dias e roteiros para todos os gostos. No meu caso, havia poucas opções de barcos que passavam por todos os locais que eu queria conhecer. Daí ficou mais fácil decidir.
O roteiro que fiz era de 8 dias. A comida era ótima. Sempre tinha pelo menos 2 atividades por dia, que revezavam entre caminhadas, snorkel e caiaque. Fiz tudo o que foi oferecido. Meu único arrependimento desta viagem foi não ter investido em boas câmeras fotográficas. Um bom zoom e uma boa subaquática são fundamentais.
Sobre quando ir a Galápagos, a resposta não é conclusiva e depende dos objetivos de cada um. É preciso estudar as possibilidades. Há muita informação sobre os animais em cada período, a visibilidade do mar, os períodos de acasalamento e nascimento de cada espécie. Enfim, não dá pra ter tudo, é preciso fazer escolhas.
Fui em abril. Lembro-me que os principais pontos de atenção eram que não era época de avistar baleias, o mar não estava com a melhor visibilidade e os lagartos não estavam com a cor mais famosa (estavam trocando de pele). De toda forma, vi muitos animais, em terra e no mar. Algumas aves estavam em período de acasalamento, outras já estavam chocando ou com filhotes nascendo. Também vi muitos peixes e pinguins na água. Independente da época, não há dúvidas: Galápagos vai te surpreender.
Dia 1 – Santa Cruz e Embarque
O embarque foi na Isla Santa Cruz. Ainda em terra, já como parte do roteiro, fomos conhecer os principais pontos da ilha, incluindo uma caminhada entre as tartarugas gigantes no Fausto Llerena Tortoise Center. Bem-vindo, você está em Galápagos. A aventura vai começar.

Embarcarmos no final da tarde. Hora de nos acomodar e sermos instruídos sobre como seria a rotina no barco, que tinha capacidade para até 16 pessoas, mas éramos apenas 11.
Dia 2 – Española: Gardner Bay / Punta Suárez
Este foi o dia de explorar a Isla Española. Começamos com uma caminhada na praia de Gardner Bay. A paisagem era: areia branca, mar turquesa e alguns leões marinhos e lagartos tomando sol. Praia lindíssima. Confesso que nem esperava. Como o meu foco nesta viagem era o encontro com os animais, as praias paradisíacas foram uma ótima surpresa!



Depois do almoço, houve mais uma caminhada, agora em Punta Suárez. Lá, vimos mais leões marinhos e lagartos, além de avistar muitos pássaros, incluindo os nazcas e os albatrozes (que estavam chocando!). A paisagem de rochas vulcânicas e mar de um azul profundo completavam o cenário!


Dia 3 – San Cristobal: Isla Lobos / Punta Pitt
Neste dia exploramos a ilha de San Cristobal. De manhã, conhecemos a espetacular Isla Lobos. Lá, primeiro fizemos snorkel junto aos leões marinhos, super amistosos, que vinham nadar e brincar conosco. Nossa, foi demais!

Depois, ainda na Isla Lobos, caminhamos por terra e tivemos nosso primeiro encontro com os blue-footed bobbies. Ah, que fácil foi se apaixonar por Galápagos! Os blue-footed eram um dos animais que eu tinha mais curiosidade de ver. Andamos bem ao lado deles. Eram muitos e não se assustaram conosco. Vimos várias fêmeas chocando, o que foi realmente muito especial!


Depois desse passeio apaixonante, o barco seguiu viagem, passando pela Kicker Rock.

À tarde, caminhamos na região de Punta Pitt . Mais um local de cenário lindíssimo emoldurando o nosso encontro com os animais.




Que dia, senhores! E acabou? Não antes de um por do sol espetacular.

Dia 4 – Santa Fe / South Plaza
Este dia teve caiaque, snorkel e caminhada. No mar, vimos os nossos primeiros tubarões da viagem, além de muitos peixes. Infelizmente a minha subaquática deixou muito a desejar, então as fotos não refletem a beleza do que eu vi no mar de Galápagos.






As caminhadas deste dia nos levaram ao encontro de cactos gigantes e das famosas iguanas de Galápagos. Incrível como cada ilha tem características diversas, tornando os passeios sempre diferentes e com novidades.


Dia 5 – Genovesa: Darwin Bay e El Barranco
Oba! Mais um dia de novos encontros em Galápagos. Neste dia visitamos Darwin Bay e El Barranco. Teve caiaque (sempre muito relaxante!) e snorkel. O mar não estava com uma visibilidade boa, então apesar do esforço do guia, não conseguimos ver o tubarão martelo. Vimos muitos corais, peixes, arraias e estrelas do mar.
Em terra, vimos de muito perto dois pássaros que já tínhamos avistado ao longe em outras ilhas: o red-footed bobbie e a incrível fragata. Como estavam em época de acasalamento, as fragatas macho estavam dando show, abrindo as asas, cantando alto e inflando o papo para conquistar uma fêmea. Assistimos de camarote.

Essa ilha era repleta de aves, um espetáculo vê-las todas juntas.






Dia 6 – Santiago (Sullivan Bay) e Bartholomew
Este dia começou em Sullivan Bay, uma terra recentemente formada, com o caminho da lava ainda intacto. Uma aula de geologia a céu aberto.



Também teve snorkel, com direito a pinguins nadando ao nosso lado, a toda velocidade!!!


Por fim, Bartolomew Island. É lá que fica o cartão postal de Galápagos. Depois de já ter vivido tanto coisa, este é o momento em que você pensa que sim, o sonho Galápagos virou realidade.


Dia 7 – Rabida e Chinese Hat
Não acabou. Ainda tem mais “uau” por aí. Rabida é uma praia de areia muito vermelha que, assim que descobri que existia, entendi que teria que estar incluída no meu roteiro por Galápagos. Como não é comum ela estar incluída nos itinerários, acabou sendo um fator decisivo para escolha do barco. Não me arrependi. Caçadora que sou de locais com natureza única, esta praia realmente me encantou. Fiquei paralisada na cena da areia vermelha, rodeada pelo verde da lagoa e da vegetação e pelo incrível azul do mar. Um encontro de cores inesperado e belíssimo.



À tarde fizemos snorkel e caminhamos na Chinese Hat, ilha famosa pelo formato de sua rocha, mas muito encantadora em todo o seu cenário.


Dia 8 – Baltra e Desembarque
E então, este foi o dia de navegar de volta a Baltra e desembarcar. Feliz com tantas experiências únicas e ansiosa pelo contato com o mundo, porque no barco estranhamente não acessamos internet (qual tinha sido a última vez que tinha ficado uma semana se contato com família e amigos? Não me lembro…). Também já saudosa das refeições equilibradas do barco (comemos muito bem, preciso dizer) e dos tantos animais e paisagens que talvez não retorne a ver, únicos que são!